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Full text of "Zara"

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Porf Cll^.^s 



lHimMlMPPSMI^PIlPIMIl] 



m 



I Harvard College 
Libraiy 




I FROM THE FUND BEQUEATHED BT 

^ Archibald Cary Coolidge 

"" I Oass oj 1887 

PROFESSOR OF HISTORT 

I 1908-1928 

I DIRECTOR OF THE UNIVERSITY UBRART 
1910-1928 



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ZARA 



EDIGAO POLYGLOTTA 



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LISBOA 

IMPRENSA NACIONAL 

1894 










ex:uBBis 



ZARA 



TIRAGEM 



20 exemplares em papel do Japão n.«* i a 20 

20 exemplares em papel Whatman n.*»« 2 1 a 40 

60 exemplares em papel de linho azul n.«* 41 a 100 

80 exemplares em papel de linho branco. . n.«« loi a 180 
100 exemplares em papel de linho fino n.°" 181 a 280 

Benemerítamente editorados pelo meu querido amigo, Ill.<"® 
e £x."^ Senhor Dr. A. A. de Carvalho Monteiro, e não 
postos á venda. 

J. DE A. 



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ANTHERO DE QUENTAL 



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ZARA 



EDIÇÃO POLYGLOTTA 



Sti^y" 




LISBOA 

IMPRENSA NACIONAL 
1894 






HARVARD 

UNlVtRSITY 

LlBRARY 



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EDITOR 



Dr. A. A. de Carvalho Monteiro. 



COLLECTORES 



Rafael Alumira, Maxime Fonnont, Platon de Waxel, Hago voo Meltz, 
António Padula, Baroneza de Wreda, Jules Cornu, Tommaso Cannizzaro, 
Prospero Peragallo. 



COORDENADORES 



F. Adolfo Coelho, A. R. Gonçalves Vianna. 



REVISORES 



D. Carolina Michaêlis de Vasconcellos, Consiglierí Pedroso, Gonçalves 
Vianna, Xavier da Cunha, Santos Valente. 






TABOA DOS IDIOMAS 



Pag. 

Português 5 

Latim 7 

Italiano 8 a 14 

Siciliano i5 

Calabrês 16 

Napolitano 17 

Bolonhês 18 

Romanhol 19 

Veneziano 20 

Veronês 21 

Milanês 22 e 23 

Genovês 24 e 25 

Romanche 26 

Francês 27 a 35 

WaDon 36 

Beamês 37 

Delphinês 38 

Provençal 39 

Catalão 40 

Maiorquino 41 

Castelhano 42 a 46 

Asturiano 47 

Mirandês 48 

Gallêgo 49 



Pao. 

Rumeno 5o e 5i 

Polaco 52 e 53 

Bohemio 54 

Russo 55 

Sloveno 56 

Slovaco 57 

Croata 58 

Grego 59 

Albanês 60 

Inglês 61 a 63 

Dinamarquês 64 

Norueguês : . . . 65 

Sueco 66 e 67 

Neerlandês 68 a 70 

Allemão 71 a 73 

Daco-saxonico 74 

Bretão 75 

Irlandês 76 

Daco-cigano 77 

Hebraico 78 

Árabe 79 

Finlandês 80 e 81 

Himgaro 82 

Basco 83 



TABOA DOS TRADUCTORES 



Pag. 

Joséphine Costantíni Arntzen 65 

Claire Baúer 29 

Clelia Bertini-Attilj 8 

Sofia Buinitsky 55 

Maria P. Chitiu 5o 

Elisabeth Linzen 69 

Alice Moderno • 34 

Helen S. Conant 63 

Hilma Szinnyel 67 

Joséphine Zaleska 52 

Anonymos 16, 17, 60 e 77 

Tugomir Alaupovic 58 

António Arzac 83 

Alphonse Baudouin 27 

Joseph Bénoliel 28 e 78 

Goran Bjorkman 66 

N. Bigaglia 20 

Demétrius Bikêlas 59 

P. Josefus Budavary 57 

Tommaso Cannizzaro 9, 10, i5 e 3o 

Giuseppe Cellini 11 

G. B. Cereseto 24 



VIII 



Pao. 

Teodoro Cuesta 47 

M. Curros y Enriques 49 

F. W. Dríver 61 

Tommaso Eberspacher 19 

Maxime Formont 3i 

A. de Gagnaud 39 

René Ghil 32 

Nicolau Goiry 43 

Innocent Guaiata (general) 22 

M. H 74 

E. Hiel 68 

Douglas Hyde 76 

Kaarle Krohn 80 

Hugo von Lomnitz 72 

F. M. Luzel 75 

F. Macry-Correale 12 

G. A. Maggi 23 

F. Mateu 40 

Gíovanni Mathis 26 

Achille Millien 33 

Dr. Moldovan 5 1 

Abou Naddara 79 

Jéan Nortegue 38 

G. Nunes de Arce 44 

Ricardo Palma 45 

IX 



Pag. 

G. L. Patuzzi 21 

Prospero Peragallo i3, 14 e 25 

Edgar Prestage 62 

C.*« de Puymaigre 35 

A. Richter 64 

Alphonse Le Roy 36 

Maurits Sabbe 70 

Izidore Salles 3j 

A. L. dos Santos Valente 7 

Manuel Sardinha 48 

Francisco Sellén 46 

Joseph Strítar 56 e 73 

Miguel S. Oliver 41 

Wilhelm Storck 71 

J. Szinnyel 81 

Lomnitzi Valamír 82 

Luís Vidart 42 

laroslav Vrchlicky 54 

Wladislaw Zukowski 53 



ZARA 




SCREVENDO cstcs maravilhosos ver- 
sos, que tão immortalmente assi- 
gnalam a passagem de uma doce 
criança, pelos caminhos ínvios da existên- 
cia, Anthero de Quental recuou aos seus 
annos infantis e compoz, sem pensar nisso, 
o epitaphio que quizera rubricar no seu 
próprio tumulo, se o Destino Ih^o houvera 
aberto, quando a Razão principiava de 
guiar-lhe os passos. Os grandes gritos de 
desalento e de magoa, que ora se compri- 
mem abafados, ora rebentam como lavas, 
na via-dolorosa dos Sonetos, teem um dos 



seus mais nobres e justiceiros commenta- 
rios nas estrofes, que tão piedosamente 
allumiam a lousa, por detraz da qual, na 
immobilidade rígida da Morte, ficou a mi- 
nha pobre Irman, quando a alma lhe to- 
mou porventura vôo, 

Tâo cedo desta vida descontente, 

em demanda das regiões do Bem, que An- 
thero de Quental entresonhava, ao depor o 
coração nas mãos de Deus, num abandono 
de repouso. 

Curvado pela dôr incomportável da via- 
gem através da Vida, torturado pelo sofFri- 
mento, que o alevantou em stoico, o grande 
Poeta, ao murmúrio dessas bellas quadras, 
reviveu inconscientemente e intensamente 
as tormentas e os combates que lhe haviam 
alanceado a Alma. . . — Se tivesse entrado 
no paiz da Morte, antes de rasgar os pés 
na urze bravia dos matagaes da Realidade! 
E um saldo de compensações em favor da 
idade feliz, perdida ao longe, como o fumo 
de um lar, que nos espaços se dissipa, 
acaso se lhe deparou na auréola constellada 
dos beijos maternaes. Fechou os olhos, e 



fundiu em versos que não morrerão nunca, 
a legenda da existência própria, no ponto em 
que desejara que ella se lhe houvesse inter- 
rompido, a súbitas. Os dramas em que fora 
autor ou protogonista — dramas no mais 
alto sentido humano e psycologico da pala- 
vra — deram-lhe essa antiga sabedoria de 
experiências feita, que conduz á apotheose 
dos que passam entre a magoa e as paixões 
da existência tumultuosa, como uma som- 
bra que deslisa ao lume-d^agoa. São que- 
ridos dos Deuses os que morreram moços, 
— já diziam os hellenos. 

Súmmula de dores intimas e de catastro- 
phes dilacerantes de um crente negativista, 
de um quasi incomprehendido — numa iro- 
nia superior das coisas que o próprio tom 
elegiaco apenas pôde velar e suster a custo, 
numa piedade como que trucidada violen- 
tamente ás mãos da desilusão amarga, que 
surge como uma estatua de mármore negro, 
no plano final dessas duas estancias, — os 
versos de Anthero entram no bronze dos 
números da Anthologia grega, conservando 
a cândida expressão das palavras da Sa- 
kountala, no divino poema da índia antiga. 

XIII 



Dir-se-iam um soluço do Prometheu enca- 
deado aflorando aos lábios de uma das Mu- 
lheres da Bíblia. 

Quasi obra prima literária, absoluta obra 
prima de pensamento, elles mostram, em 
oiro fino, a prodigiosa synthese do juizo de- 
finitivo que o Poeta consagrou ás sangrentas 
pugnas que, de roldão, lhe andavam avas- 
salando o animo, continuamente librado aos 
espaços do pensamento, e com azas de águia 
real remontando a mundos transcendentes 
de Verdade. São quasi tão autobiographi- 
cos de uma idade perdida fantasticamente, 
como o é do desfazer de illusóes queridas 
essa eloquentíssima carta a Wilhelm Storck 
que o Conde de Circourt me caracterisou 
como o monumento de maior sinceridade, 
que ainda vira em modernos tempos. Não 
ter pelejado esses anceios, que o levaram 
arrebatado para o au-delà das coisas, não 
haver sentido a rude lucta de gladiadores 
com que a Rasão e a Fé lhe entrechocavam 
quotodianamente a alma, e, bem ao contra- 
rio, erguer as mãos a apanhar estrellas, na 
curva azul do espaço, passar inconsciente 
como as rosas — taes foram as aspirações 

XIV 



supremas do ultimo cyclo do espirito extra- 
ordinário desse homem intemerato e bom, 
que, com duas balas de revolver, afundou 
no próprio sangue a sede intensa de ideal 
que lhe dominava a vida inteira. 

Anthero de Quental ao acceitar o encargo 
de íiindir a inscripção tumular de Zara, fa- 
zia-me sentir que tal incumbência era, aos 
seus olhos, não favor prestado, mas obse- 
quio recebido. E, com um ou dois dias de 
intervallo, escrevia-me: « — Ahi vae — o me- 
lhor que soube fazer e de todo o coração». 

Contrahida ficou, desde esse momento, 
uma grande divida, que este Livro procura 
solver, d^alguma forma, na mais formosa An- 
thologia de versões, que uma poesia portu- 
guesa tem conquistado. As mãos amigas, que 
a meu convite e sob minha indicativa a rea- 
lisaram, depoem-na comigo, piedosamente, 
sobre duas sepulturas, que este Oceano di- 
vide e que o meu coração reúne, numa 
mesma evocação de saudade. 

A bordo do Funchal, em frente da Ilha da Madeira. 

Dezembro de 1893. 

cfoatfHifn òc €haf^, 

XV 



t 



ZARA 



ZARA 



A Joaquim de Anojo 



EUZ de quem passou, por entre a magoa 
E as paixões da existência tumultuosa. 
Inconsciente como passa a rosa, 
E leve como a sombra sobre a agua. 




Era-te a vida um sonho: indefinido 
E ténue, mas suave e transparente. 
Acordaste. . . sorriste. . . e vagamente 
Continuaste o sonho interrompido. 



Lisboa, i6 de janeiro de 1880. 

Cdcada d» SaBfAua, 107, !• 



Amthero de Quental 



TRADUCÇÕES 



Latim. 



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N 

Q 

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I 



U 
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Italiano, 



ZARA 



Felice è quei che volse inconsciente 
Fra i tumulti di sua vita penosa, 
Come passa sui petali la rosa 
E come un' ombra sulF acqua fuggente. 



Era il tuo giorno pari ad un beato 
Sogno lieve, ma dolce e trasparente; 
Ricordasti. . . ridesti. . . e vagamente 
Contintiasti il bel sogno troncato. 

Roma. 

Clelia Bertini-Attilj. 



Italiano, 



ZARA 



Felice chi le angosce e il fuoco ardente 
de la vita passo tumultuosa, 
iiicosciente qual passa fresca rosa, 
come ombra lieve su Tonda corrente. 



Fu la tua vita un sogno — Indefínito 
ma leggiero, soave, trasparente. 
Ti svegliasti. . . hai sorriso. . . e dolcemente 
hai rinterrotto sogno proseguito. 



ToMMASo Gannizzaro. 



Italiano. 



ZARA 



Felice chi passo per la bufera 
e il mártir de Ia vita clamorosa 
come passa incosciente e fresca rosa, 
qual su Tonda tranquilla ombra leggiera. 



T'era un sogno la vita — indefinito 
lieve si ma soave e trasparente; 
ti svegliasti, hai sorriso, e vagamente 
segui il sogno sospeso, in altro sito. 

Messina. 

ToMMAso Gannizzaro. 



IO 



Italiano, 



ZARA 



Felice chi passo per entro il lutto 
de la vita e le brame tempestose, 
pur come incoscie passano le rose, 
pur come lieve un'ombra sovra il flutto. 



Era il tuo viver quasi indefinito 
sogno trepido, puro, trasparente. . . 
ti destasti. . . hai sorriso. . . e vagamente 
il tuo sogno interrotto hai proseguito. 

Modena. 

G. Cellini. 



II 



ItaiiOHO. 



ZARA 



Tu passasti felice in mezzo ai píanto 
E le passioni ardentí di quaggiú; 
Come rosa nel suo vergine incanto, 
Come lieve ombra che non riede piti. 



Fu la tua vita un sogno: indeíinito 

E vago sogno, ma dolce e leggier. 

Ti svegliasti. . . hai sorriso. . . e proseguito 

De rinterrotto sogno hai tu il sentier. 

Reggio (Calábria.) 

F. Macry-Correale. 



Italiano, 



ZARA 



Felice è chi tra le passioni e i lutti 
Delia nostra esistenza tumultuosa 
Passo inconsciente, come è delia rosa, 
E lieve, come V ombra sopra i flutti. 



La tua vita fu un sogno: indeiinito 

E ténue, ma soave e trasparente. 

Ti svegliasti. . . hai sorriso. . . e dolcemente 

II tuo sogno interrotto hai proseguito. 

Lisboa. 

Prospero Peragallo. 



i3 



Italiano. 



ZARA 



Felice é chi, tra il duolo e le profonde 
Passion deir esistenza tumultuosa, 
Passo inconsciente, ai pari delia rosa, 
E lieve, come Tonda sopra Tonde. 



T' era la vita un sogno: indefinito 
E ténue, ma soave e trasparente. 
Sveglia . . . hai sorriso . . . e vaporosamente 
II tuo sogno interrotto hai proseguito. 

Lisboa. 

Prospero Peragallo. 



14 



Siciliano. 



ZARA 



Biatu cu passo nta la prufunna 
timpesta di sta vita piníata 
comu passa na rosa spinzirata, 
adashiu comu Fumbra supra rynna. 



La to vita fíi un sonnu ... ma indecisu, 
leggiu, ma duci duci e trasparenti . . . 
ti svigghiasti . . . rídisti a li tò genti. . . 
e sichitasti lu sonnu suspisu. 



ToMMASo Gamnizzaro. 



i5 



Calahrh. 



ZARA 



Biatu cu' 'nta' vita travagghiata 
Passa 'mmenz' 'a li peni e li duluri 
Senza m' *i senti: com' 'a dilícata 
Rrosa, sbuccia, spampana, perdi lu culuri. . . 

E leggia leggia, comu a n' umbricedda, 

Chi ssupra air acqua carma tremulía, 

E íFui queta supra air undicedda 

Chi i cca' e di duàni, 'a pigghia e a 'nnaculia. 

La vita tua, fu com' on 'nzonnu rraru, 
Leputu, duci, chinu i cuntintizza 
E di stu' sonnu beddu e tantu caru 
T' arrussigghiasti china d' allirizza . . . 

E di lu mundu, sulu 'a bona sorti 
'A gioia t' ammustrau, e ti priasti, 
E quandu a poi ti pigghia' la Morti 
U sonnu to' spizzatu sevitasti . . . 



i6 



Napolitano. 



ZARA 



Benedítto chi passaie 
chesta vita 'e peue e guaie, 
come nasce e more 'a rosa, 
senza maie se n'adduuà! 



E pé te nu suonno fuie, 
luongo e doce, 'o campa tuie . 
Te scetaste. . . pó reriste. . . 
e tumaste a t^addurmi!. . . 

« « « 



«7 



Bolonhês. 



ZARA 



Beat chi 'n s' n' accorz brisa ed tútti el noj 

A st' mònd, com' an s' n' addà 

Brisa d' un íiòur eh' aj seppa crudà el foj 

O d' un' ómbra eh' s' inspèccia int' 1' aqua eh' va. 



La fo com' è un insonni la to vetta, 
Un bèll insonni alzir, 
Ti dsdà, t' ha fatt srizein, pó zetta zetta 
Pr' arfar 1' insonni, t' ha tumà a durmir. 

Alfredo Testoni. 



i8 



RomanhoL 



ZARA 



Fra tanta gioventú che soflFre e piagne 
Beato quello che nun sente gnente, 
Perche er core accusi nu' je se sfragne 
E nun se fa guarda dali' antra gente. 



Accusi parerà de fa un insogno 
De quelli che a svejasse fa ppiú male, 
Perche a svejasse poi nun c' è bbisogno 
Quanno a sognà pare d' avecce V ale. 

ToMMASo Eberspacher. 



19 



Veneziano, 



ZARA 



Xe fortuna chi a sto mondo canagia 
Passa i so zorni in vida tempestosa 
Senza saverlo, come fa una rosa, 
Liziero come Tonda sú la spiagia. 



La vida gera a ti un sogno fila 

E grazioso, soave e trasparente : 

Ti t' à svegià un pocheto, e alegremente 

El bel to sogno ti gà continua. 

Lisboa. 

N. BlGAGUA. 



20 



Veranét. 



ZARA 



Fortunado ci a sto mondo canaia 
tra i mali el passa e tra Tamor rabiosa, 
sensa saverlo^ come fa na rosa, 
liger, come su TÁdese na paia. . . 



Ti te viveir in un sogno fila 
doaria sola; ma belo, ma slusente; 
ti t'è sveià CO la boca ridente, 
e . . . el to sogno, poarina, ha seguità. 

G. L. Patuzzi. 



21 



Milanêt. 



ZARA 



Fortunaa quel, che passa per sto mond 
tra tribuleri, dispiasè, magòn, 
senza crutzi o pensèr, senza afflizion, 
come i ròs, come V ombra, come i ond. 



La tua vita T è parsa un bel sogn d'or, 
che lusíss come fa la gibigianna; 
e el desedass V è staa un torna a fa nanna 
sognand i angiol, el ciei e i so splendor. 

General Innocent Guaita. 



22 



Milmh. 



ZAKk 



Fortuna, a sto mondasc, chi passa via, 
Tra tanto trebulà, senza on penser, 
L'istess che caseia e secca on íior leggier, 
L'istess che passa su Tacqua on'ombría. 



La vita on puro sogn Terá per ti; 
De quij che piás, senza vedegh polid. 
T'ee dervii i oeucc: t'ee faa 'I bocchin de rid, 
E poeu t'ee seguitàa 'I sogn lassàa li. 

G. A. Maggi. 



23 



Genovéi. 



ZARA 



Zara! Felise ti che ti é passa 
Fra e tempeste da vitta e in mezo ao dú 
Comine o profúmmo de un-na reuza in sciú, 
Leggiera comme i'ombra in simma ao má. 



L'éa per ti a vitta un soeunno indefinío, 
Un-na vixion d'estè verso o mattin. 
Ti t'é adesciá. . . ti è riso:. . . e ti è seguío 
O to soeunno interrotto e u tó cammin. 



Génova. 

Glo: BatJ* Cersseto. 



24 



GcHovêi. 



Ik^k 



Felise chi fra i crussi e fra é pascioin immonde 
De questa nostra triste esistenza in tumulto 
U r é passou inconsciente, o comme passa a reúza, 
E leggiero cosei, comme Tombra in scié onde. 



A tó vitta a fú ún sêun-no, e ún sêun-no indeíinio, 
Ma tranquillo, suave, e quèxi trasparente. 
Ti t'é adesciá,. . . ti è riso. . . e in èstaxi de neúvo 
Ti è continuou ó seún-no, appen-na interrompío. 

Lisboa. 

Prospero Peragallo. 



25 



RomoHche, 



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26 



FramA. 



ZARA 



Henreux qui passe dans ce monde. 
Entre les passions, les luttes, Ia douleur, 

Inconscient conime Ia fleur, 
Léger comme un reílet d'aile sur Teau profonde! 



La vie, en songe mal fixe, 
Indéfini, mais pur et tout plein de merveilles 

Se changeait pour toi. — Tu t'éveilles, 
Tu souris — et reprends le rêve commencé! 

Bar-sur-Aobe. 

Alphonse Baudouin. 



27 



Francês, 



ZARA 



Heureux celui qui peut, parmi les sombres flots 
Des passions du coeur, qui jamais ne repose, 
Passer inconscient, comme passe la rose, 
Et léger, comme i'ombre à la face des eaux. 



Tes beaux jours s'écoulaient, ainsi qu'un vague rêve, 
Rêve charmant et pur, suave et transparent; 
Tu féveilles soudain. . . sourís. . . et lentement 
Ramènes ta paupière et le songe s'achève. 

JOSEPH BéNOLIEL. 



28 



Francê». 



ZARA 



Heureux qui, dans la vie agitée et morose 
Peut traverser douleurs, luttes et passions, 
Léger comme sur Teau Tombre des alcyons, 
Inconscient des jours sombres, comme la rose! 



L'existence pour toi n^était encor qu'un rêve, 

Indéíini, ténu, mais doux et transparent. 

Tu t'éveilles, souris; et du songe attirant 

Tu reprends le cours vague et désormais sans trêve. 

Bar-sar-Aube. 

Claire Bauer. 



29 



Francêt, 



ZARA 



Heureux qui traversa les angoísses profondes. 
De Ia vie en émoi les orages, les flots, 
Inconscient, pareil aux roses pudibondes, 
Aussi vague et iéger qu'une ombre sur les eaux. 



Ta vie était un rêve indefini, mobile, 
Doux, calme, transparent sur tes yeux étendu; 
Tu t'éveillas, . . ce fiat un sourire. . . et tranquille 
Tu repris douccment le rêve suspendu. 

Messina. 

ToMMASO Cannizzaro. 



3o 



FroMcêt. 



ZARA 



Heureux celui qui passe au milieu des sanglots, 
Des luttesy de Ia víe agitée et morose, 
Inconscient, — ainsi qu'on voit passer la rose, 
Légèrement, — ainsi qu'une ombre sur ies ílots! 



Ton existence frêle et vague fiit un songe 
Transparent et suave. — Eveillée un moment 
Tu souris. — Mais bientôt tu repris doucement 
Le rêve interrompu, que le trepas prolonge. 

Paris. 

Maxoce Formont. 



3i 



Fnmcét, 



ZARA 



Heureux, qui vont entre les heures de sanglots, 
Et le tumulte des désirs luttant sans trèves! 
Ah! teis d'inconscience que les roses breves 
Et légers, tels que nuances d'ombres aux flots. 



Pour toi, Ia Vie était un rêve: indéfini 
Et vague, mais três doux, mais nu de transparence,- 
Tu t'éveillas. . . sourire! et repris le silence 
De ton même grand songe un instant desuni. . . 

Paris. 

René Ghxl. 



32 



Francêt, 



IkKk 



Bien heureux qui, parmi les épreuves du monde, 
A travers la douleur humaine et les traças, 
Passa comine la rose, en ne s'en doutant pas, 
Passa légèrement comme Tombre sur Tonde! 



Pour toi la vie était un rêve : inconsistant 
Et vague, mais charmant dans sa trame si douce. 
Tu t'éveillas . . . souris ... et repris sans secousse 
Le rêve, interrompu pour un petit instant. 

Beaumont-la-Ferríère (Nièvre). 

ACHILLE MiLLIEN. 



33 



Francét, 



ZARA 



Heureux celui qui passe avec insouciance 
Parmi les passions, les larmes, les sanglots, 
Comine Ia fleur ayant Téclat, rinconscience 
Et la légèreté de Tombre dans les flots. 



L'existence pour toi, ne fut jamais qu'un rêve 
Vague et mélodieux, suave et matinal . . . 
Tu t'éveillas à peine, et, lys rempli de sève, 
Tu repris pour toujours ton rêve angelical. 

Ponta Delgada (Açores). 

Alice Moderno. 



34 



FroHcêt, 



ZARA 



Heureux celui qui passe allégeant le fardeau 
Des tourments de la vie, aux si diverses causes; 
Inconscient comme passent les roses 
Léger comme une ombre sur Feau. 



Ton exístence fiit un rêve, 
Un songe non fini, mais suave et charmant. 
Tu t'éveillas, sourís. . . et vaguement 
Le songe interrompu s'achèye. 

C," Th. de PUYMAIGRE. 



35 



Wallon. 



ZARA 



Aweur! EU' n'a k^nohou ni les pônes di cissVeie, 
Ni les orèg' dè cour boUant dVins leu toubion : 
Sins noir sogn' comm' li rose et passègír' comm' leie, 
Et lègir' — so les iBots ridant comme in'âbion. 



— Ti veie fourit on song' dispôie li prumíre heur', 
On song' qui n'finih' nin, mais doux, mais transparent. 
— Ti t' dispiertas portant, ti sorias d'bonheur, — 
Et puis — ti t'rèdoirmas po songí comm' divant. 

liège. 

Alphonse le Roy. 



36 



Bfomár. 



ZARA 



Hurous, en lous derrouns de course abenturade, 
Lou qui passe àu trubès dou destin tremoulat, 
Shens soupic, com Tarrose au bent enamourade, 
Leuyé, com lou nuatye en lou riO miralhat! 



Ta bite ere un pur rèbe à bole esmensurade, 
Tout débil, mes tout dous, de luère encensat! 
T'esbelhant, qu'arrisès.. . E Tamne esbapourade, 
En là haut qu'a seguit lou rèbe coumensat! 

Piris. 

IsmoRE Salles. 



Delphinêi. 



Ik^k 



Hèrou ceu que passit ou mitan de la peina 
Et de tuis le tourmintes dont la vi' est trop pleina, 
Sin brodi, coume pass' inna rosa de mai, 
Et ledi coum' inn' ombr' a fleu Taiga dou biai. 



La vi' ère, pre ti, n'in rèvou sin Ihemitta, 
Pisablou, mé coulei et bian sad' et bian quiâ 
Te t'evelhis, risout, sin soei ni grand quouita, 
Dou sondou de la not te retrouvis la quiâ. 

Beaurepaire (Isère). 

Jean Nortègue. 



38 



Provençal. 



ZARA 



Urous quau passo entre li tristour soumbro 
E li passioun dóu mounde tempestous, 
Incounsciènt coume passo la ílous 
E lóugeiret coume sus Taigo es Tounibro! 



La vido, o chato, èro un pantai pèr tu, 
Vaigue e sutiéu, mai siau qu'es pas de dire. 
Derevihado, aguères un sourrire, 
Piei as représ lou raive desroumpu. 

Pourchièro (Bassis Aup.). 

A. DE Gagnaud. 

(L. de Berluc-Perussis.) 



39 



Catalão. 



ZARA 



Felis de qui ha passat pe'l llagrimar 
y les passions dei viure enganyador, 
inconscíent com passa tota flor 
y Ueuger com un'ombra sobre '1 mar. 



La vida t'era un somni: indefinit 
y ténue mes siiau y transparent. 
Despertares. . . rigueres. . . y seguit 
reprengueres lo somni vagament. 

F. Mateu. 



40 



McttoT^nitio» 



ZARA 



Ditxós d'aquell qui passa per la vida 
y el buli de ses passions, tot ignocent; 
ignocent com la rosa en sa florida, 
y Ueuger com la sombra esmortuida 
qui vola demunt Taigua transparent. 



Indefinida, tenre, silenciosa, 
fou-te la vida un somni vagatíu; 
sentires . . . sonrígueres amorosa 
y arreplegant les aleos, vaporosa, 
el somni continuares fugitiu. 

Miguel S. Ouver. 



41 



Castelhano. 



ZARA 



Feliz quien no sintió de las pasiones 
La violenta lucha tormentosa, 
Conservando inocente y candorosa 
Sus mas nobles y castas ilusiones. 



Fué su vida un ensueno indefinido 
De algo remoto y bello y refulgente, 
Y ai despertar sonrió y vagamente 
Continuo su sueno interrumpido. 

Madrid. 

Luís VlDART. 



4» 



CastelhaHO. 



ZARA 



Feliz quien las radezas y el halago 
De esta agitada vida, en sus rigores, 
Inocente pasó, como las flores, 
Y leve como sombra sobre el lago. 



Fué tu existência sueno indefinido 
Y ténue, pêro suave y trasparente: 
Despertaxte, sonreíste. . . y, vagamente, 
El sueíio continuaste interrumpido. 

Lisboa. 

Nicolau de Goiry. 



CoiteUumo, 



ZARA 



j Cuan venturoso aquel que por la angustia 
y las tormentas de la vida humana, 
inconsciente pasó como la rosa 
y leve cual la sombra por el aqua! 



Era tu vida un sueSo indefinido, 
ténue, mas suave que la luz dei alba. 
jAy! te acordaste. . . sonreiste. . ., y luego 
tu dulce suefío continuo! j Descansa! 

Madrid. 

G. NUNEZ DE ArCE. 



CatieUuBÊO fPerú), 



ZARA 



Feliz quien ha pasado sín combate 
con las pasiones que hacen la existência, 
como la flor que el huracán no abate, 
como sombra en la acuátil transparência. 



Era tu vida un sueno, indefinido 
y ténue, pêro bello y transparente. 
Despiertas y sonries . . . é inconciente 
el suefio proseguiste intemimpido. 

Madrid. 

Ricardo Palma. 



Castelhano (Habana). 



ZARA 



Feliz quien entre el duelo y amargura 
Del mundo y sus pasiones borrascosas 
Inconsciente cruzo como las rosas, 
Leve cual sombra sobre el agua pura. 



Un sueno era tu vida: indefinido, 
Vago, pêro suave y transparente : 
Despiertas . . . sonreiste . . . y dulcemente 
Has continuado el suefío interrumpido. 

New-York. 

Francisco Sellén. 



46 



Asturiatto (bable). 



ZARA 



Dichósu '1 que s' esnidia gayaspéru 
sin saborgar la cuíta amargurósa 
naquisti mundo, como fái la rosa, 
y sele cual la sombra so 1 reguem. 



To vida yera un suefíu: endefenidu 
y amorósu, mas suave y traspariente. 
Volviéste 'n ti. . . sonríste. . . y dolcemente 
entamáste col sueiíu interrumpidu. 

Teodoro Cuesta. 



47 



Miranda». 



Ik^k 



Feliz de qulêm passou pY antre Ia mauga 

Y el Ihúitar de la vida temultosa 
Amconciente, cumo Talva rosa, 

Y leve qual selombra subre Tauga! 



La vida era-te um súônho: andefenido, 
Mas súavle y trasparíênte, d'einocente. 
Acordeste. . . sorriste. . . y vagamente 
Acontineste el súônho amterrompido. 

Miranda do Douro. 

Manuel Sardinha. 



48 



Gallego, 



ZARA 



Ditoso quen pasou por entr'a magoa 
I-as pasions d'a existenza tormentosa, 
Deporcatado, como pasa a rosa 
E leve como a sombra sobr'a agoa. 



Era ma vida un sono indefinido 
E ténue, pêro doce e transparente, 
Acordache . . . sorriche . . . e vagamente 
O sono continuache interrumpido. 

Madrid. 

M. Curros y Enriques. 



49 



Rumeno. 



LA ZARA 



Ferice acel ce trece a vietii tumultóse 
Restriste si necazuri si patimí ce o intin, 
Inconsciú ca o flore, usior ca si o umbrâ 
Pre valurile màrií sburdalnic alergând. 



Un vis 'ti fu viatza, un vis usior si dulce 

Nici un mister intr'ênsa 
Te desteptasí. . . pre buze cu un suris de ânger 
Si éra'sí inceput — aí visarea^tí intreruptá. 

Kraiova. 

Maria P. Chitiu. 



5o 



Rumeno. 



SARAI 



Ferice e fun'ta, care trai scutità 
De marea infinita, de chinuri pre pâmênt: 
De gânduri ca §'o rosa ea libera fu'nd: 
Ca o umbrà ce'n maré gluteste linistitâ. 



Vis mândru 'p fu viata: noroe, dalbà luminâ, 
Avutâ in dulceatâ. . . in ea te ai desteptat 
Abea surizi ín densa, abea câ te ai miscat. . . 
ín grab' ne pânâsisesi. . . din nou suferitu earâ! 

Dr. Moldován. 



5i 



Polaco. 



ZARA 



Gdy kto przejdzie w posrodkie bolesci szczesliwy. 
Przez ten ciçzki bój zycia i swiat ten buozliwy 
Nieswiadom, tak jak widac ze róza przechodzi, 
I lekko, jak nad wod% przesuwa siç promién 
Czyste i niepochwytne jako sen uchodzi, 
Twe zycie nadmiar watte tak przemija jak dzién. . . 
Lasmiatas síç zbudzona. . . i jakze rozkoszníe 
Przeci^gnatas widzenie. . . przerwane zatosnie! 

JOSEPHINE ZaLESKA. 



52 



Polaco. 



ZARA 



Szczçsna, co przeszla przez zyciowe burze, 
Wsród namiçtnosci i nawainic bytu 
Czysta, urocza. . . jako wonne róze 
Jako cieií mkn^ca po toniach blçkitu. . . 



Dni twe mínçly jak senne marzenia 
Ciche i jasne jako promieii slorica 
Usmiech ozlocil chwilç przebudzenia. . . 
Znowus zasnçla. . . i maryzysz bez koiíca. 

Wladislaw Zukowski. 



53 



Bohemio» 



ZARA 



Ó bláh, kdo zármutkem skrz bouf í vravy, 
skrz vásní privai zitím projít múíe 
tak bez starosti jak prochází raie, 
tak lehce jak stín nad vodami hravy. 



Tvâj zivot sen: hrál v neuréité kráse, 
byl plachy, ale prâsvitny a sladky. 
Tys zbudila se, usmála-a zpátky 
jsi padla v sen svãj pferuseny zase. 

Iaroslav VrchlickV. 



Rimo, 



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55 



Sloyeno, 



ZARA 



Oj sreéen, kdor ne vé, kaj je teíava, 
Kaj je namir in kaj íivljenja beda, 
Kdor se, kakôr cvetica, ne zaveda, 
Legák kakòr nad vodo senca piava! 



2ioljenje tvoje, kaj je bilo? Sanje! 
Nejasno ali sladko si sanjala; 
Zbudila si se . . . maio nasmijala . . . 
In zopet zamizala v prejsnje spanje. 

JOSEF StRITAR. 



56 



Slopoeo. 



ZARA 



Blahoslaveny, kto vyhnul zánnutku, 

Nenesúc fazké bremeno nerestí, 

Sfa roztomilej ruze vanie vonné, 

Sfa mihotavy tien na vodách na morskych. 



Krátunky iivot tvoj spánku boi podobny, 
Nezny, ligotavy, slasti plny kvietok; 
Vanie ia zbudilo, s úsmevom s' híadela, 
A po malej choili uz si zas' buvala. 

P. JOSEFUS BUDAVÁRY. 



Croata. 



ZARA 



Sretni oni, kojim íivot leti 
U brigama, u strastima íarkim, 
Pun oluje, buke i nemira! 
A oni si nesv'jesni ko cv'jece 
I lagani kò nad valom sjena. 



Tvoj je zivot tamnim sankom bio 
Pust-al sladat, tanak i proziran. 
Ti se prenu, osmjehnu se-zaman 
Pa nastavi t'jek poéinka svoga. 

TUGOMIR AlAUPOVIÓ. 



58 



Grego. 



ZAPA 



)^Gi)p(ç awoUcjQriaiy — TLxQáç áiepjjovrai rd pó3«, 
^ èXa(pp(úÇj xaGcóç oxiá 67r( vepâv riair/caf. 



*0 (3íoç Íto íiá aé wç í>«eipov. Tô eldeçy 
hwzoikféç, áóptOTOv, yi\;xú, ttÍíív vgç6Íô:)Í6ç* 

Athenas. 

Demétrius Bikelas. 



59 



Albanês, 



ZARA 



Lum kusc rrah per u8 t' eegetit 
E n' travaj t' ksai jets t' sckretnume 
Musc me giâm, me t' vsctira e mlume, 
Pse me *j cias kta tese maroin! 

Paa kuituu e paa mennue 
Si gni ghange paa diit giaâ, 

si 'j hije n' uina t' mbaa 
8mri e ditt gi88 po kaloin. 

Si gni gium kie jeta e jote, 

1 paa preem, por i pelc8scem, 
I permabscem e i sckelz8scem 
E i jamel fort u duk. 

Ti u ciove . . . por n' ghae bueen 
Ti e vOne me ghaemen. . . 
Fluturove ne ds^en 
M'e ke88 giumin ci lêe kput! 



* * * 



6o 



Inglét. 



ZARA 



Happy are those who pass midst sorrow*s care 
Or worldly passions which tumultuous rave, 

Unconscious as the flower which scents the air, 
And light as shadows floating on the wave. 



Thy life was but a dream, as undefined — 
Though vague, 't was sweet, transparent as the dawn. 

Awakened, — thou hast smiled, — then through thy mind 
Swiftly the dream's continuous coúrse was borne. 

Londres. 

F. W. Driver. 



6i 



lngU$. 



ZARA 



How happy those who Ve passed amid the pain 
And passions of a world immersed in strífe 
Unconscious, as the rose doth pass its life, 
And light as fleehing shadows o'er the main ! 



Thy life it was a dream; indefinite, 
Sans substance too, and yet, transparent, sweet. 
Thou didst awaken once and smiling greet, 
And then pursue thy dream the break despíte. 

Bowdon. 

Edgar Prestage. 



62 



Inglês (Estados Unidos.) 



ZARA 



Happy the soul that dwells in peaceful rest 
While earth's tumultuous passion ebbs and flows, 
Puré and unconscious as the budding rose, 

Gentle as shadows kissing oceanos breast. 



For thee life was a tranquil, crystal stream, 
A dream, ali loveliness, of paradise; 
Awaking, thou didst smile in sweet surprise, 

Only to fali asleep once more, and dream. 

New-York. 

Helen S. Conant. 



63 



Dinamarquéi. 



ZARA 



Lyksalig den, hois Lod det blev at skríde 
igjennem Storm og StíUe her paa Jord 
saa ubevidst som Rosen i sin Flor, 
saa let, som Skygger over Vandet glide! 



For dig var Livet Dr/rfm; med Omrids svage, 
men blid og let forklarlig for din Hu. . . 
Du yaagned op, du smiled. . . kun et Nu; 
saa sank Du stille i din Dr>tfm tilbage. 

Kjtfbenhavn. 

A. RlCHTER. 



64 



Norueguêt. 



ZARA 



Osalige de, som vandre sin Vej 
Mellem Livets Storm og Smerte, 
De sorglôse svinde som Roser pâ Hej, 
Lette som Skyggen pâ Bõlgens Hjerte. 



En DrOm var dit Liv, ej endnu klar, 
Skjôn dog, og lys som Vârskyer lette, 
Du vãgnede. . . smilte. . . og borte var; 
Halvendte Drõm Du vilde fortsãtte. 



Florence. 

JOSÉPHINE G>STANTINI ArNTZEN. 



65 



Sueco. 



ZARA 



Sãll den, som fram bland lidelser och strider, 
bland fl^d och nõd sin vâg tíliryggalagt 
ovetande som rosen i dess prakt 
och lãtt som skuggan, der lãngs sjõn den glider. 



Lifvet en drôm dig var, och nu dess minne 
syns dig en vacker saga, slutad nyss. . . 
Du vaknade, du log. . . ty dôdens kyss 
ej afbrõt drõmmen i ditt bamasinne. 

Upsala. 

GORAN BjÕRKMAN. 



66 



Sueco. 



SARAS DOD 



Sâll den, som frân lifvets sorger ílydde, 
Fõrskonad af dess smârta och dess stornuner; 
Oskyldig som rosenknâppen som ej anar frâstnatten, 
En skugga den i hafvets vãg fôrsvann. 



Som en drôm, sã var dit kãrta lif, 
En liten gnista, men af Ijufhet fíill. 
Du vaknade. . . du log deri. . . 
Du tystorade . . . drõm i ro. 

HiLMA SZINNYEI. 



67 



Neerlcnuih, 



ZARA 



Gelukkig zij die sweeft door wereldsmert, 
Niets weet der driften in haar jeugdig hert. 
Onwetend ais de roos en ligt ais golvenscbuim. 
Uw leven was een droom verzwmdend in het ruim, 
Zachtzinnig, glansrijk zijt gij ofgestaan, 
Ge lachtet rein en vingt uw droomen weder aan. 

E. HiEL. 



68 



NeerUmdêt. 



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69 



Neerlande^. 



ZARA 



O gezegend! Die de droefenis verlaat, 
De driften, waar men rusteloos in leeft, 

Onbewust, gelijk de lenteroos vergaat, 
En licht, gelijk de schauw op 't zeevlak zweeft. 



T leven, waas roor U het onbestemde pad, 
Een droom, zoo zacht en zoo doorschijnend klaar. 

Lachend zijt ge ontwaakt . . . en hebt uw droom hervat 
Alsof hij enkel onderbroken waar! 

Bruges. 

Maurits Sabbe. 



70 



AllemSo, 



ZARA 



Gliickselig wer voriiberging am Weh 
Des Lebens und der Leidenschaft Getose 
Unwissend, wie voriibergeht die Rose, 
Und fliichtíg, wie der Schatten ob der See. 



Dein Leben war ein Traum — begriffen kaum 
Und leicht, dess Licht und Lieblichkeit du trankest; 
Du wachtest auf und lâcheltest und sankest 
Zuiiick in deinen unterbroch'nen Traum. 

Mânster. 

WiLHELM StORCK. 



7» 



AUemão. 






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7i 



ÂUemâo. 



ZARA 



Wohl ihniy der stíU und ruhig geht durchs Leben, 
Nicht HerzensstUrme kennt, nicht Sorg' und Mtihen; 
Sich selbst nicht kund, wie Blumen trãumend bltíhen, 
Leicht, wie die Schatten tiberWellen schweben. 



Ein Trâumen war dein Leben, hold und heiter, 
Ein wesenloses Schaun; die Augenlider 
Hobst du. . . ein Lâcheln. . . senktest dann sie wieder. 
Nun liegst du da, nun schlâfst und trâumst du weiter. 

JOSEPH StRITAR. 



73 



Daco-taxanico. 



ZUÔR 



Wiêr âbekritt zei liem verliêft, uch frôo 
Fu allr lêdnshaft, glecht ãnem hêpche 
Fu ãnr môblâm, ânem ruizeknépche, 

Unt gít w£Le schâedn, dhãe of th'm wasser gôo. 



ÃzulSl drôm nur wôr dhei liêmsglâkk; 
 batzke nur, wat awer sSless ufiêchelt 
Ãn ôd'm, dhiêr dhih trôf . . . the hast geliêchelt . 

Unt sônkst enth' nupse, kum erwaht, zerâkk! 

M. H. 



74 



Bretão. 



IkY^k 



Eurus ar ré dremen dré ankeniou ar bed 
Ha dré hé vrézéliou criz ha poanius meurbed, 
Heb drouc ha heb labez, evel eur rozenn flour 
Ha scanv evel ar skeud a dremen war ann dour! 



Evidout ar vuhez 'zo bet eun hunvzé kaer, 
Eun hirnvzé douss ha koant, lévénès ha sclerder. 
Eun deiz, e tishimvas hac, a ris eur c'hoarzic . . . 
Ha 'distroas d'as hunv, koant evel eur goulmic. 



Quimper. 



F. M. LuzEL. 



IrUmdh. 



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76 



Daco-cigano. 



SARA 



Th* avel baçtali savi gindostar miklalla, 
E bibaçtali butçi na restasla! 
Savi akana barol, sar e luludí, 
Sar ek ncalin savi linelpes po pafii. 



Kiso tsinono has t*ro ]ivipo sar ek tsuno, 
Ek tsinono ududalo thai gulimaha pçVdo; 
Opre ustçital. . . thai asafial. . . 
Pani iseliial o kieder sutçal! 



77 



Hftrako. 



mriT 



bsp nttíí»? Í2r} -yfiíi "n^íS 
' ^1. n*^ í»""!! Y'^ ' r?n **^1 



Lisboa. 

J. BÉNOUEL. 



78 



Árabe, 



Zj^j 



cr^ c)k^' t^J^k % 

iiliij 5^ Laljl ^SÍ 

Cpí^^»' j*'í^L)j ^^;jj^*«ííi' 

Paris. 

Abou Nadoara. 



79 



FinUmdh, 



ZARA 



Ne onnelliset, joiden elâmâ 
Maailman himojen ja huolten inyrsk3âss£l 
On tiedotoín kuin ruusu tuoksuva 
Ja kepeã kuin varjo aallon pinnalla. 



Myõs sinun elSUnãs or unelma 
Ntin mãârãtõn ja kuitenkin ntln ihana; 
Sâ herãsit. . . sã katsoít. . . hymyilít, 
Ja uneen rauhaisahan jãUeen nukahdit. 

Helsingfon. 

Kaarle Krohn. 



8o 



Finlandês. 



SAARAN KNOLO 



Autuas, ken murheett' clâã saanut tããlã. 
Olomme huolentaakast' sâilyen, 
Aatost' ilman, kuin vuusun nuppunen, 
Lailla varjon, joka lichuu vetten paâlla. 



Unclma tãllainen on ollut olos' sun, 
Suloinen onni, pian pããttyvâ. . . 
Hevãat, hunliir hymy. . . miks' viipyã? 
Nukahduksiía sâ taas olet jo vaipununn'. 

J. SZINNYEL. 



8i 



Húngaro, 



SARI 



♦Áldott a lény, mely bútol menekíilt, 
Nem érvén még õt létOnk szenvedélye: 
Akár rozsának ártatlan kehélye, 
Akár árnyék, mely tengerhabra tilt. 



Mero álom volt rõvid életed, 

Csekélyke fény, de édességgel tele . . . 

Fõlébredtél . . . s ím mosolyogtál bele . 
Abba hag3rtad. . . folytatva szendered! 

LOMNITZI VaLAMÍR. 



82 



ZARA 



Mundu ontako pena ta grifien artían 
Pasa zifian bertatik chit zori onian, 
Ala nola itzala uraren ganian 
Edo manchik gabeko arrosen antzian. 



Zu bizi zifian emen amets egitian 
Ezin esan liteken moduren batian, 
Bana goso ta garbi ! . . . Berríz esnatzian 
Zernetan eginik amets far-írrian. 

S. Sebastían.— Gaipuzcoa. 

António Arzac. 



83 



BIBLIOGRAPHIA 






^ Stj*.:^. \^ 'SL-^^x. 



ZARA 



BIBLIOGRAPHIA 



I — Zara. Imprensa portugueza. Porto. Sem data (1880). 

Folha solta com restrícta tiragem para as pessoas da família 
do dr. António Joaquim de Araújo. 

2 — Anthero. Cadencias Vagas. Versos colligidos por Joa- 
quim de Araújo. 8.*» viii-72, 1892. Typographia da 
Academia Real das Sciencias, 1892. 

Pag. 21 e 22. Nesta ultima pagina, encontra-se a traducçâo 
alleman do sr. Wilhèlm Storck, e na primeira uma carta 
de Anthero a Eduardo Coimbra, acerca da poesia Zara. 

3 — Anthero de Quental. Raios de extincta lu:(. Poesias 
inéditas (1859-63) com outras pela primeira vez 
coUigidas. Publicadas e precedidas de um escorço 
biographico por Theophilo Braga. 8.® xLviii-257 pag. 
Typographia da Academia Real das Sciencias, 1890. 

Pag. 161 a 164 reproduz a matéria das paginas citadas em 
o numero anterior. 



87 



4 — Aus Portugal und Brasilien. (i 25o- 1890). Ausge- 
wãhlte Gedichte verdeutscht von Wilhelm Storck. 
Munster, 1892. 8.**, xvi-271. 

A pag. 200, traducçâo alleman do sr. Storck, sob n/ i85. 

5 — GouTTEs D AME, par Tauteur á'Épines et roses (Tom- 
maso Cannizzaro). 8.% pag. xviii-Soq. Impresso em 
Messína sem indicação de typographia, mas na do 
autor. 

A pag. 533 a traducçâo francesa do illustre poeta siciliano, 
reproduzida neste volume. 

6 — Fjori d'oltralpi, saggio di traduzioni poetiche, per 
Tautore di Uragani (Tommaso Cannizzaro), secon- 
da serie. Messina, 1893. 8.», xxvi-443. 

A pag. 56, versão em dialecto siciliano ; a pag. 355, versão ita- 
liana. 

7 — Flores da Poesia Portugueza, traduzidas em italiano 
por Prospero Peragallo. Lisboa. Empresa do Occi- 
dente. 1893. 8." grande, 87 paginas. 

A pag. 64 uma das versões do illustre autor. 

8 — Das modernas ide as na litter atura portugueza, por 
Theophilo Braga. Porto. Typographia de António 
José da Silva Teixeira. 8.*», 2 voL, 1893. 

A pag. 91 do 2.*' volume, acha-se o traslado da poesia Zara. 

9 — Anthero de Quental. Dikter bfversatta af Gõran 
Bjórkman, Upsala (sem data) 8." grande, 5'j paginas 
e 2 inn. 

A pag. 25, contém a versão sueca da poesia Zara. 

IO — A oferenda de ouro. Repertório illustrado de arte 
e litteratura, New- York, 1893. Vol. x, n.» i. 

A pag. 27, contém a poesia Zara. 
88 



II — Ferrucio. Giomale delpopulo, n.» 32, anno xvi. Reg- 
gio, 6 agosto i883. 

Contém a versão calabresa, que este livro archiva anonima- 
mente, por náo sabermos determinar se pertence ao sr. Raf- 
£Eiele Lofaro ou ao sr. Giovanni de Nava. 

12 — Nova Alvorada. Periódico litterario de Villa Nova 
de Famalicão. Vol. iii, 1893-94. Director, Sousa 
Fernandes. 

Neste volume se publicaram as versões maiorquina e cas- 
telhana (Habana). A rubrica indicativa de paizes america- 
nos, em algumas traducções castelhanas e inglezas desta 
collecção, determina tão somente a pátria dos poetas a 
quem se refere, attenta, no nosso caso, a ausência de varie- 
dades dialectaes. 



89 



índice 

Pao. 
Editor, coUectores, coordenadores, revisores etc. da 

presente edição v 

Taboa dos idiomas vii 

Taboa dos traductores viii 

Introducção xi 

Zara 3 

Traducções 7 

Bibliographia 87 



ACABOU DE SE IMPRIMIR 
em 3o de Agosto de mil oitocentos noventa e quatro 



NOS PRELOS DA 



IMPRENSA NACIONAL 

DE 

LISBOA 



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